terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sentir-se Vivo

Sentir-se Vivo


Acordei como todos os dias com o canto dos pássaros-graças a Deus tenho este privilégio. De ter um teto sobre mim,uma janela para abrir quando me sentir sufocado - mas me senti diferente. Senti fazer parte de algo superior ao meu entendimento.
Então depois de rápido intervalo de tempo veio a solução para minha dúvida.
Eu me sentia vivo, não apenas estar vivo.
Saber participar deste universo tão lindo e intrigante.
Poder estar contribuindo, com este texto, para que mais alguém desperte para a vida.
Mesmo que onde more não tenham pássaros para acordá-lo, mas só de saber que eles existem, e poder também algum dia estar despertando com eles, ou com outra coisa que lhe faça feliz.
Procure que encontrarás.
Pois mais do que ninguém sabe quem és.
Mais do que ninguém sabe o que alegra o teu coração.
Só. Só tu sabes a tua verdade!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quarto Passo


Algumas Atitudes que podemos tomar

A solução ideal seria a “cura do alcoolismo”, mas esta solução depende da motivação do dependente e da família.
Se o dependente não tem esta motivação, a melhor solução para a família seria efetuar algumas modificações nos comportamentos dos familiares, objetivando a interrupção ou pelo menos dificultar, o curso do alcoolismo.
1.Não resolver os problemas do alcoólatra
É importante a família quebrar o sistema de proteção, atribuindo a responsabilidade dos problemas e conseqüências do beber ao próprio alcoólatra.
2.Pensar mais em você
Só podemos ajudar alguém quando estamos bem, caso contrário, como oferecer algo que não temos para dar?
O dependente causa um abalo na vida da família,sendo que às vezes um familiar tende a abandonar algumas de suas atividades. Retome-as, cumpra suas responsabilidades e cuide mais de si mesmo. Quando o alcoólatra passa a perceber que você não está mais seguindo o ritmo dele, ele começa apensar: “o que está acontecendo?”.
3.Adquirir conhecimento
Informe-se : é importante saber alguns conceitos básicos para poder entender e ajudar o alcoólatra. Por exemplo: nos primeiros dias em que o dependente fica sem beber, é comum um hálito alcoólico, que dá a impressão de consumo,o odor do álcool permanece por algum tempo no “bafo” do alcoólico. A família se desespera,fiscaliza ou cobra, fato este que pode levar o alcoólatra a beber. Se os familiares tem este tipo de informação, a atitude muda.
4.Conversar
Evite falar com o dependente apenas assuntos relacionados ao álcool. Enche o saco, quando “toda hora” ficam jogando na nossa cara a dependência. “Viu, isso tudo acontece porque você é um viciado,um alcoólatra!”


Procure mantê-lo interessado e também interessar-se sobre outros aspectos da vida. E, lembre-se: o alcoolismo é
conseqüência e não causa. Porém existem pessoas que chegam a um grau de dependência tão elevado,que mal restam outros aspectos de vida para conversar. Nestes casos procure estimular ou mesmo apontar este “vazio” na vida do
alcoólatra, tentando ajudá-lo a enxergar o que ele pode fazer para modificar seu futuro. Como exemplo, ler um livro no gênero deste. Uma observação que acho ser válida: o alcoólatra ,em geral,perde a concentração,não conseguindo assimilar o que está lendo. Este incentivo à leitura é um método de resgatar o seu poder cognitivo.
5.Recaídas
Prepare-se! Por mais estabilizada que esteja a situação de abstinência, as recaídas são previstas no processo do tratamento. (Este item nos foi passado em terapias de grupo pela Dra.Kátia -Psicóloga,a quem agradeço pelo empenho e dedicação!)
Tenha em mente que o voltar a beber pode ser passageiro, principalmente se forem tomadas as medidas adequadas.
6.Limites
Seja compreensivo e amigo com firmeza, sabendo definir limites e regras,principalmente sobre sua competência e do dependente.
No primeiro momento a reação é de raiva, ódio e explosão! Tente se acalmar e refletir sobre a situação. Não gaste suas energias em falar com uma pessoa intoxicada,bébada. Espere os efeitos passarem para haver um diálogo consciente. Neste diálogo, procure colocar o que você espera e até onde você agüenta (seus próprios limites).
7.Aspecto Social
Com a abstinência, perde-se ou ocorre uma diminuição no convívio social com os amigos do bar. Daí vem as frustrações: falta de amigos e falta de bebida.
Propiciar atividades de lazer ou de convívio familiar para tentar abrandar estas frustrações são importantes.

Atividades físicas acabam sendo as mais comuns , mas também pense em passeios, vídeo, cinema, teatro, leitura, visitas a casa de parentes e amigos, buscar filhos na escola, etc.
Mas o importante é não fugir dos bares, no meu caso, vou a todos,até o meu limite de agüentar “alguns” bêbados falando potoca nos nossos ouvidos e cuspindo no nosso rosto, pois nem todo bêbado fica ‘muito chato’ por algum tempo. Quando eu bebia não suportava gente tonta!
8.EVITE:
Não dar importância ou ignorar os fatos
Expulsar de casa
Julgar o dependente como o único culpado
Policiar intensivamente
9.Procurar ajuda profissional
Não se deixe levar pelo sentimento de fracasso. Os profissionais de saúde existem para ajudar tanto o dependente, como o familiar. Em alguns casos é necessário uma atuação técnica e não apenas familiar.
Será que não é uma exigência muito grande a família acreditar que deve dar conta de tudo sozinha?
9.Procurar Recursos da Comunidade
Existem grupos de Auto-Ajuda (AA e NA), religião e palestra...enfim, tudo que o dependente possa sentir como eficaz para ajudá-lo.
ATENÇÃO: Nem sempre o que é melhor para a família, é melhor para o dependente.
O principal envolvido precisa estar motivado.
Vale ressaltar que estes recursos podem ser utilizados simultaneamente a um tratamento. Não existe um único detentor do saber ou uma forma única de cura. Cada caso é um caso!
Uma boa é visitar os sites:
http://www.alcoolismo.com.br ,
http://www.docassio.blogspot.com, , http://www.cronicasdeumalcoolatra.blogspot.com