Um papo
Há alguns anos passados, estava em um restaurante na cidade de Matozinhos, perto de Capim Branco, onde até hoje moro, tomando umas cervejas. Fui para lá à tarde, deveria ser umas cinco e meia , por aí.
Pois tinha, ainda vergonha * de beber durante o dia. Estava numa boa, escutando música ao vivo, todas as quartas-feiras neste local acontecia para atrair a freguesia.
Então vejo entrar um rapaz de Capim Branco com sua esposa. Era o dono da farmácia de Capim Branco, seu nome Rollo. Fiquei quieto, pois ele era um cara sério, e eu achava que ele não ia com a minha cara. Pois para minha surpresa ele me cumprimentou alegre, convidando para me unir a eles.
Fiquei satisfeito, pois eu o considerava como ainda considero uma pessoa proeminente da comunidade capim-branquense.
Contou-me casos de quando ainda eram noivos, andando de motocicleta pela América do Sul, Peru, Bolívia e outros lugares. Fiquei a vontade, pois não era eu somente o que gostava de passear e divertir, sem ter de dar satisfação a ninguém.
Até as três e pouco conversamos animadamente. Mas com o adiantado da hora, ele trabalhava cedo, foi embora e eu fiquei terminado de tomar a cerveja que ainda havia.
Pois bem; outro dia eu fui até sua farmácia comprar um remédio para dor, havia trincado a costela em uma queda. Cai em uma fossa aberta no meio do mato. Se não fosse um eletricista ao qual mostrava uma rede elétrica a ser concertada, talvez estivesse lá até hoje, pois quase ninguém me visita. Devo ser um chato de galocha, com CH e com X.
Começamos a conversar e dele partiram palavras que não esqueço mais nunca.
Ele, como todos que me conheciam, na época das bebedeiras, não davam valor algum para mim. E hoje ,segundo ele sou exemplo a ser seguido.Pela minha força de vontade e persistência. Exemplo para os jovens.
Agradeço, mas complemento; Ele Rollo também é, e sempre será um paradigma a ser seguido, pela sua garra e determinação.
A você e à sua esposa, Rollo meu eterno obrigado pelas lindas palavras, que por sinal me enchem os olhos de lágrima agora.
* Nesta época eu já estava praticando o que em alcoolismo se diz, mudança geográfica, beber em lugares diferentes, para não ser visto como um alcoólatra, como em Capim Branco. Só que eu não sabia ser um dependente químico, álcool.
Uma curiosidade: ele Rollo, mudava geograficamente viajando, e eu enchendo a cara em lugares onde eu era desconhecido.
Que este fato sirva de alerta aos que estão praticando este tipo de alternativa para beberem incógnitas, dos outros, pois de você não há como esconder.